Primeira citação do SPL na imprensa, ainda que numa matéria simplista, com alguns equívocos comuns ('separatismo é contra a lei', 'pessoas de outros estados não fariam parte do país novo')..

Alguns paulistas parecem descontes com o resultado da eleição do dia 26/10 e querem separar São Paulo do resto do Brasil. Os descontentes lançaram um site chamado São Paulo Livre. Segundo o texto publicado pelo movimento, “O Brasil fez a escolha dele. Está na hora de São Paulo fazer a sua”.

Porém, a iniciativa esbarra na Lei de Segurança Nacional, criada ainda no regime militar. Editada em 1983, prevê os seguintes crimes: Artigo 11 – Tentar desmembrar parte do território nacional para constituir país independente. Pena: reclusão de 4 a 12 anos. Incitar desmembramento com uso de armas ou outros meios violentos. Art. 23 – Incitar: IV – à prática de qualquer crime previsto nesta Lei. – Pena: reclusão, de 1 a 4 anos.”

O manifesto funciona como uma grande elegia ao estado de São Paulo, com o início do texto falando da infraestrutura do estado, suas rodovias e do porto de Santos. Em seguida, o texto menciona o PIB de São Paulo, cuja população é similar à da Argentina (43 milhões), mas concentra pouco menos de um terço do PIB brasileiro (32%).

Em seguida, a vida noturna e cultural de São Paulo é usada para mostrar a diversidade do Estado. No entanto, essa diversidade é trazida justamente por pessoas vindas de todos os outros estados brasileiros e dos estrangeiros vivendo em São Paulo, né? Ou seja, o separatismo contradiz essa ideia de mescla cultural

O manifesto se encerra apoiado no mito de São Paulo trabalhador. Entretanto, a participação de SP no PIB nacional vem caindo desde 1975: era 40% e hoje responde por 31% das riquezas produzidas no Brasil. Ou seja, se a ideia separatista não fazia sentido nos anos 1970, agora faz menos ainda. Diga o que você acha nos comentários!