Entrevista do Presidente Nacional do SPL, Flavio Rebello, ao blog de notícias SkullNews, no qual a diferença entre separatismo e preconceito fica bem clara

Quando questionado sobre como a população Brasileira reagiria com um suposta Independência Paulista, utilizou de um exemplo interessante: "É como se o Brasil e São Paulo, fossem um casal. E a moça, resolve se separar (pede o divórcio). Brasil, o marido, pode ficar, no começo, frustrado, irritado, mas não há muito o que fazer. O divórcio virá com o tempo. E eles podem, perfeitamente, ser amigos no futuro(...)".

Perguntamos se não seria melhor, e mais forte, uma separação juntamente com outros estados (principalmente do Sul do Brasil) que adotam a mesma ideia. Porém, para ele, para estes estados, seria "trocar seis por meia dúzia (...), ao invés de reclamarem que Brasília oprime economicamente o Sul, em pouco tempo, teríamos que São Paulo oprime economicamente o Sul." disse. Já que, nesta suposta "federação nova", 2/3 (dois terços) do poder econômico estariam em São Paulo.

Um dos pontos cruciais da entrevista, foi quando perguntamos "por que, as mesmas pessoas que os acusam de nazistas, não são acusados de 'xenofobia' também?" e obtivemos a seguinte resposta: "Nós vimos um espetáculo ridículo de preconceito, de lado à lado, tanto de Paulistas revoltados, volto a falar, uma minoria, que não merece o respeito de ninguém, atacando Nordestinos, Sulistas e etc. E também, Nordestinos, Sulistas, Cariocas, atacando os Paulistas dizendo que 'tinham que morrer de cede mesmo', que 'são um bando de imbecis' e etc. Este tipo de embate, não ajuda ninguém, não esclarece, e principalmente, rebaixa as discussões à um nível muito ruim."

Algumas pessoas não sabem o significado da palavra "debate" e utilizam de ofensas preconceituosas (vimos isso por ambas as partes) que acabam rebaixando o nível de qualquer troca de ideias. Agora, nós, da Oficial Skull News, queremos saber: Qual a SUA opinião sobre o assunto. Deixe nos comentários o que acha sobre isso tudo e responda a nossa pesquisa ao lado. Segue a baixo, todas as perguntas que foram feitas ao senhor Flávio Rebello e suas respostas sem qualquer alteração. E aí? O que você acha?

Entrevista completa com senhor Flávio Rebello:

1- Sr. Rebello, muitas pessoas (principalmente aquelas que são de fora do estado), consideram a ideia de São Paulo se separar do Brasil algo inadmissível, exagerado e preconceituoso, chamando inclusive (como o senhor mesmo disse ao site "Notícias Terra") Separatistas de xenofóbicos, racistas, antipatriotas e até mesmo, de nazistas! Gostaria de saber como respondem a tais acusações e por que acham que são ofendidos de tal forma.

R:Bem, a coisa é bastante simples: Não há como não se sentir ofendido quando alguém te chama de nazista. Pelo amor de Deus, se houve um mal absoluto no mundo, foi o nazismo! Nós não queremos propor nenhuma ideia racista ou preconceituosa, não acreditamos em "supremacia racial" - essas palhaçadas do século passado. Nós apenas achamos que cada povo tenha o dever de procurar o que é melhor pra si mesmo. E achamos que os Paulistas tem o dever e a vontade, atualmente, de buscar um novo caminho, eventualmente, longe de Brasília, longe do governo Federal.

2- Sabemos que não são todos em São Paulo que apoiam a ideia. Como convencer essas pessoas de que uma Independência Paulista seria de grande benefício para eles?

R:O problema é que, muita gente, em São Paulo, ou mesmo em outros locais, estão muito mal informados sobre a maneira pela qual o governo Federal, atualmente, usa os impostos que são recolhidos aqui. Para você ter uma ideia, em 2013, São Paulo contribuiu com mais de 200 Bilhões de Dólares para a União, e teve, como retorno, pouco mais de 20 bilhões, ou seja, 90% do que São Paulo conseguiu arrecadar em impostos, acabou indo para a União. 10%... A União devolveu quase como um troco para São Paulo na forma de investimentos em Metrô, infraestrutura... Só que, as coisas não estão boas em São Paulo atualmente. As pessoas as vezes mandam mensagens assim: Como é que vocês querem separar São Paulo do Brasil, se vocês estão com problema de água, tem a violência, tem o PCC, tem uma série de problemas no Estado atualmente.

Mas, é justamente por isso, que nós estamos propondo que São Paulo seja livre! Para que os impostos recolhidos aqui, sejam aplicados aqui. Paulistas, parem e pensem por um momento, já imaginou se o Governo daqui contasse com 10 vezes mais dinheiro do que conta atualmente, pra investir em Metrô, em infraestrutura, em bons hospitais, pagar bons salários para Policiais, para médicos, para funcionários Públicos, para reativar a Economia Paulista, que está, aos poucos, entrando em recessão, e isso vai ter influência na inflação, no custo de vida? A verdade é que São Paulo está entrando em uma lenta decadência, e a nossa vontade de evitar essa decadência é o que nos dá força para propor a independência de São Paulo.

3- Digamos que ocorra a Independência Paulista. Como o senhor acredita que a população brasileira reagiria? As acusações citadas anteriormente não ficariam mais fortes e frequentes? Não haveria algum tipo de afastamento e reprovação por parte dessas pessoas? Se sim, São Paulo suportaria esse afastamento enquanto País?

R: São Paulo jamais deu, e jamais dará as costas para o seu irmão mais velho, o Brasil. A verdade é que, São Paulo, como país independente, como um novo país da América do Sul, pode, isso sim, ajudar, e muito, não só o Brasil, mas todos os países sul-americanos à progredir. Com mais dinheiro em São Paulo, nós vamos poder investir mais na indústria Paulista, aumentando o comércio, necessariamente, aumentando a necessidade de importações de outros países (do Brasil e da América do Sul). A verdade é que, São Paulo Independente, vai acabar por fortalecer o Brasil e o nosso continente, a ideia, por tanto, jamais é "maltratar" os Brasileiros ou afastá-los do convívio com os Paulistas.

Imagine o seguinte: É como se o Brasil e São Paulo, fossem um casal. E a moça, resolve se separar (pede o divórcio). Brasil, o marido, pode ficar, no começo, frustrado, irritado, mas não há muito o que fazer. O divórcio virá com o tempo. E eles podem, perfeitamente, ser amigos no futuro (como acontece com muitos casais). Da parte de São Paulo, eu garanto que o carinho e o respeito pelo Brasil vão continuar. Agora, do Brasil pra São Paulo... Eu acredito que os Brasileiros tem que se perguntar se eles terão a maturidade de ter bom relacionamento com quem quis sair de casa.

4-Há quem diga que o São Paulo Livre foi baseado na ideia dos gaúchos de separatismo (vimos recentemente no jogo entre Santos e Grêmio, torcedores cantando em uma só voz o Hino do Rio Grande do Sul "por cima" do Hino Nacional Brasileiro). Isso é verdade? Da onde surgiu a ideia de transformar São Paulo em um país?

R: Eu acho um pouco simplista sempre quando tentam misturar futebol com política. Futebol é uma coisa que dá alegria, que dá tristeza, que mexe com as emoções, mas é uma coisa, ao mesmo tempo, banal. Se o seu time de coração ganhou ou perdeu, muito bem, pode ser para você muito difícil aceitar, mas não é uma catástrofe. Política tem a possibilidade de gerar grandes problemas no seu dia-a-dia. Uma decisão errada, ou um candidato errado, colocado no posto, por exemplo, de Presidente, Governador ou Prefeito, pode, durante quatro anos, fazer com que haja menos comida no seu prato, manos emprego para você, menos educação para o seu filho, um aumento da criminalidade... Então, a coisa é um pouco mais complicada do que comparar sempre política com futebol. O que acontece é que, sempre houve, para MUITOS Paulistas, aquele sonho vago de morar em um país independente chamado São Paulo. Só que, este sonho estava preso atrás de uma porta trancada. Todos pensavam, mas era um absurdo externar isso (falar isso em voz alta). O que mudou, das ultimas Eleições para cá, é que parece que esta porta foi destrancada, e agora, mais e mais gente está falando abertamente em fazer, de São Paulo, um país novo, mais moderno e mais justo. Resumindo, a coisa não começou com esta ultima eleição, mas foi potencializada, e muito, por ela.

5- O Senhor acha que seria mais viável uma separação como está circulando nas redes sociais (com estados do Sul, Sudeste, Centro-oeste, e até do Norte do país) do que uma unicamente Paulista? Ou São Paulo tem condições de fazê-la "por conta"?

R: Nós, do São Paulo Livre, acreditamos que o estado de São Paulo tem todas as condições para se tornar, não só um país, mas um excelente país! Nós temos um parque industrial diferenciado e diversificado, nós temos excelentes Faculdades, Universidades, nós temos uma população culta e, ao mesmo tempo, normalmente com um bom poder aquisitivo, e um bom nível de acesso à informação. Isso já garante, de cara, para o país São Paulo, uma posição de destaque na América Latina.

O problema de se colocar outros estados junto, numa possível "Federação nova", é que o peso econômico de São Paulo é desproporcional. Nós acreditamos que a população de cada localidade, tem o direito de escolher se quer ou não continuar na União, se quer ou não ser dona do seu próprio destino, ela tem que decidir como investir melhor o dinheiro que é arrecadado lá, ela tem que decidir qual é o melhor caminho para si mesma. Se o Sul viesse à fazer parte de uma República de São Paulo, de uma República do Sul, junto com São Paulo, os sulistas simplesmente trocariam "seis por meia dúzia". Nesse novo hipotético País, 2/3 (dois terços) do poder econômico estariam concentrados em São Paulo, ou seja, ao invés de reclamarem que Brasília oprime economicamente o Sul, em pouco tempo, teríamos que São Paulo oprime economicamente o Sul. Então nós optamos (no caos São Paulo Livre) fazer uma campanha, abrir um debate junto a sociedade para a independência de São Paulo, mas, nós incentivamos e estamos abertos à colaborações com outros grupos de outras regiões, como Rio de Janeiro, o Sul e mesmo o Nordeste que tem movimentos independentistas, que podem, perfeitamente, nos ajudar a introduzir esse debate na sociedade.

6- O Projeto se dá pela revolta de uma reeleição da "Presidenta(?)" Dilma, ou a ideia já existia antes, e esta foi apenas "a gota d'água"?

R: Como eu disse anteriormente, o desejo de ver São Paulo livre, de morar em uma República Paulista sempre existiu meio que oculta junto à muitos e muitos Paulistas. Grande parte da população de São Paulo, algum dia, nem que dor por 5 segundos consigo mesmo: Poxa... Daria um bom país, se São Paulo fosse sozinho, hein? - Pois, como eu disse, a ultima eleição simplesmente destrancou a porta. Ela colocou as discussões sobre o independentismo, na ordem do dia. E agora, cabe abrirmos essa discussão para toda a sociedade Paulista, para que ela se manifeste, e decida se quer continuar a fazer parte de Brasília, se quer continuar a ter 90% dos seus recursos sugados em impostos para que Brasília continue com a festa que anda fazendo ultimamente, ou se, nós queremos realmente que nosso dinheiro seja bem usado, para o benefício da população que mora aqui. Se esta for a opção, tenho certeza, que os Paulistas, se colocarão à favor de São Paulo Livre.

7- Voltando rapidamente ao assunto das ofensas e acusações, as mesmas pessoas que os acusam de nazistas, ontem xingavam São Paulo e seus moradores pela reeleição do Governador Geraldo Alckmin dizendo coisas como: "Odeio paulistas.", "Tomara que morram de cede!" e por aí vai... Por que acha que estes não foram também acusados de Xenofobia?

R: É... Lamentavelmente, imbecis existem em qualquer lugar do mundo, em qualquer sociedade. Grande parte dos Paulistas, são pessoas inteligentes, que sabem debater política sem entrar no campo das ofensas, mas lamentavelmente, há um pequeno grupo que insiste em usar palavrões, ofensas e xingamentos como forma de fazer política. Isso é lamentável aqui, e isso é lamentável também, junto à sociedade Brasileira. Nós vimos um espetáculo ridículo de preconceito, de lado à lado, tanto de Paulistas revoltados, volto a falar, uma minoria, que não merece o respeito de ninguém, atacando Nordestinos, Sulistas e etc. E também, Nordestinos, Sulistas, Cariocas, atacando os Paulistas dizendo que "tinham que morrer de cede mesmo", que "são um bando de imbecis" e etc. Este tipo de embate, não ajuda ninguém, não esclarece, e principalmente, rebaixa as discussões à um nível muito ruim. São Paulo Livre quer debater de maneira adulta e responsável, a possibilidade de São Paulo vir a ser um novo país, e nós vamos fazer isso sempre com respeito à quem nos apoia, e principalmente, respeito com quem não compactua com as nossas ideias. Isso é Democracia, e é nela que nós nos apoiamos.

8- Para finalizar, gostaria de pedir, Sr. Rebello, para que nos descrevesse, brevemente, o Projeto e o por que os Paulistas devem apoiá-lo.

R: Tudo o que eu peço, é para que os Paulistas de berço, os que nasceram no Estado, e os de coração, os milhões e milhões de pessoas que adotaram São Paulo como sua terra e querem criar aqui seus filhos, que todas essas pessoas pensem por um instante, como a vida seria diferente, se São Paulo fosse um país independente. Haveria mais dinheiro para as obras que nós precisamos, haveria mais liberdade econômica, haveria mais incentivo ao que nós chamamos de Ética do Trabalho, que é a valorização do trabalho, é a valorização do seu suor, e, consequentemente, um uso mais correto dos seus impostos. São Paulo Livre tem propostas concretas, caso cheguemos à independência, por exemplo, um parlamento menor, unicameral, com 120 deputados, cada um deles ganhando apenas um salário, sem ajudas de custo, NÃO como existe hoje em Brasília, para 500 e tantos deputados mais senadores. Cada deputado Paulista deste parlamento independente contaria apenas com 1 assessor, 1 secretária e 1 estagiário, diferente dos gabinetes DE BRASÍLIA, onde 10, 12, 20 pessoas se acotovelam, quando todos vem trabalhar, ganhando salários altíssimos às custas dos impostos que nós pagamos. Há planos para desenvolver a indústria Paulista, para voltar à fomentar a indústria da cana, que está sendo tão maltratada já à muitos anos, e que faria, diretamente, a economia do interior de São Paulo. O que nós queremos, com estas propostas, e muitas outras, é fomentar o diálogo, então, aqueles que estão curiosos, aqueles que ousarem sonhar um pouco mais alto, venham falar com a gente, venham conhecer o São Paulo Livre. Venham participar de uma ação histórica, venham escrever a história com as próprias mãos. Nós nascemos num país chamado Brasil, mas nós não temos o porque morrer aqui. Nós podemos, perfeitamente, criar um país novo, mais moderno, mais justo, mais democrático e mais rico para todos. Viva São Paulo Livre!